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BCN Port Olímpic
Porque aqui jogam bagaço de cana no chão
Metem o carro na contramão
Porque aqui os ricos são pobres de espírito
E os pobres não têm oportunidade de mudar o que está escrito
Porque aqui não tem cafés bacanas
Nem sorvete das italianas
Não há passeios de patins
Nem ruas com cheiro de jasmins
(como a Sant Lluís)
Porque aqui a Graça não tem tanta graça
Como a nossa Gràcia
Não tem Museu Picasso
Nem Miró, nem Dali
Nem as obras de Gaudí
Não se toma orxata, nem pà amb tomaca
Gazpacho, tortilla ou xocolata
Porque aqui só se pensa em carnaval
Cachaça e bacanal
Imperam os corruptos,
A violência, a falta de escrúpulos
Apesar do catalão
Da distância, da solidão
Sinto falta daquela cidade
Onde se é feliz e não se sabe
Quem é chic se veste todo de branco.E não fica parecendo pai de santo.
Suor
Cecê
Chulé
Areia
Micose
Bicho de pé
Praia cheia
Engarrafamento
Música axé
Cerveja
Ressaca
Mulé
Ah, esse sofá tá bom demais! E eu digo, cá entre nós:
Deixa o verão pra mais tarde!
Solidão não cura com aspirina.
Há palavras que não têm equivalente no português.
Uma delas é a muito usada no idioma inglês: Whatever.
Segundo o Michaelis, em português significa:
1 qualquer que; 2 tudo o que, tudo quanto; 3 por mais que.
Entretanto, na realidade serve para arrematar estórias sem nexo ou não concluídas, substituir um “tanto faz” quando não se tem certeza se optar por ensopado ou moqueca ou simplesmente para demonstrar aquele desdém diante de alguma narrativa desinteressante.
Apesar de avessa ao estrangeirismo, como boa libriana, abuso desse neologismo, que já foi incorporado ao meu dicionário, adaptado porém ao bom tom do nosso idioma.
UAREVA...
Quando descobrir do que quero fugir, fujo!
FUGA De repente você resolve: fugir. Não sabe para onde nem como nem por quê (no fundo você sabe a razão de fugir; nasce com a gente). É preciso FUGIR. Sem dinheiro sem roupa sem destino. Esta noite mesmo. Quando os outros estiverem dormindo. Ir a pé, de pés nus. Calçar botina era acordar os gritos que dormem na textura do soalho. Levar pão e rosca; para o dia. Comida sobra em árvoresinfinitas, do outro lado do projeto: um verdor eterno, frutescente (deve ser). Tem à beira da estrada, numa venda. O dono viu passar muitos meninos que tinham necessidade de fugir e compreende. Toda estrada, uma venda para a fuga. Fugir rumo da fuga que não se sabe onde acaba mas começa em você, ponta dos dedos. Cabe pouco em duas algibeiras e você não tem mais do que duas. Canivete, lenço, figurinhas de que não vai se separar (custou tanto a juntar). As mãos devem ser livres para pessoas, trabalhos, onças que virão. Fugir agora ou nunca. Vão chorar, vão esquecer você? ou vão lembrar-se? (Lembrar é que é preciso, compensa toda fuga.) Ou vão amaldiçoá-lo, pais da Biblia? Você não vai saber. Você não volta nunca. (Essa palavra nunca, deliciosa.) Se irão sofrer, tanto melhor. Você não volta nunca nunca nunca. E será esta noite, meia-noite. Em ponto. Você dormindo à meia noite.(Carlos Drummond de Andrade)
There´s life after 30...Com um pouco de creme ao redor dos olhos!
Life is too short for the wrong job!!!
"Dentro da gente há um outro que perseguimos durante toda a vida.Penso que é importante a busca permanente de tudo que está do outrolado do visível e do que chamamos de realidade".Cortázar
Eu mando mensagens telepáticas
Mas suas antenas já não as captam
Espalho cores
Mas seus olhos só enxergam em P&B
Eu grito
Palavras ao vento
E você segue assim, sem prestar atenção
Nas minhas pistas, na minha poesia
Inócuas, sem resposta
Aí eu fico muda, cinza
E só
Eu ainda sonho com usar a criatividadeCom balançar os meus cabelos ruivosCom tocar um instrumento na estação de metrôE carregá-lo por toda a cidadeCom costurar almofadas e pintar quadrosCom interpretar uma personagem a cada diaCom entrar em cafés e antiquáriosDescoloro os cabelosO peeling renova a minha peleMas por trás dessa máscara:The same old girlLá com seus contratos!
Aqui tem você perto, mas longe
Lá tinha você longe, mas perto
Si tú no estás aquí
Me siento en un vacuo
Vacío, helado
Me resuenan tus palabras en la mente
Me arde el pecho
Me revuelve el estomago
Cierro los ojos y finjo que te tengo frente a mí
Veo tu rostro
Tus ojitos apretados
Siento tu piel aterciopelada
Aiiiiiii! Quisiera verte
Quisiera sentirte
Solo una vez más...
Solo una vez más...
O tempo não comprou passagem de volta.
(Jorge Luis Borges)
Habré de levantar la vasta vida
que aún ahora es tu espejo:
cada mañana habré de reconstruirla.
Desde que te alejaste,
cuántos lugares se han tornado vanos
y sin sentido, iguales
a luces en el día.
Tardes que fueron nicho de tu imagen,
músicas en que siempre me aguardabas,
palabras de aquel tiempo,
yo tendré que quebrarlas con mis manos.
¿En qué hondonada esconderé mi alma
para que no vea tu ausencia
que como un sol terrible, sin ocaso,
brilla definitiva y despiadada?
Tu ausencia me rodea
como la cuerda a la garganta,
el mar al que se hunde.
"Aqueles que passam por nós,não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si,levam um pouco de nós."(Antoine de Saint-Exupery)
O Amor é como capim.
Voce planta, ele cresce.
Aí vem uma vaca e acaba com tudo!
Eu quero mais é que ele se foda e meu pau cresça!
Há momentos na vida em que a melhor opção é simplesmente apertar DELETE!