16/09/2009
Ainda sobre escolhas
(Cecília Meireles)
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo nos dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
14/09/2009
Vida Simples
As crianças tinhas apenas duas opções de sapatos: conga ou kichute."
PPJ
10/09/2009
01/09/2009
Prenez soin de vous
Sophie Calle, artista plástica francesa, a quem fui "apresentada" por meu amigo Bruno Ramos (Brunô, por onde você anda?!) nos idos de dois mil e alguma coisa, é mestra em tornar público o privado, sem qualquer pudor de expor a sua intimidade. 28/08/2009
Nietzshe
(Soando como "compre batom" na minha mente)!
Múltipla escolha
Repleta de escolhas sustentadas, insustentáveis...
Exerce seu lado avesso, revesso.
- Doida! Dirão...
A loucura é o escudo que a protege das escolhas que (não) fez.
140 caracteres
A vida é plena de pensamentos que não cabem em 140 caracteres.
29/07/2009
Quimera
Risco o calendário,
Aguardo...
A casa, deserta.
O ventre, vazio.
A mente, vadia.
Pensamentos fugidios.
Quimera.
08/05/2009
29/04/2009
17/04/2009
31/03/2009
Reflexões no ar
12/03/2009
Soterópolis na rota do Cirque

11/03/2009
Quero, quero
05/02/2009
02/02/2009
To Lena on her birthday
Nesse deserto sentimental:
Encontro
Chinelo velho; pé torto
Unha; cutícula
Mãe e filha
Filha e mãe
Assopramos, reciprocamente, as velas dos nossos barcos
Em busca de mares mais profundos
Almejamos portos coloridos
Para iluminar os dias cinzentos
Carrego as suas malas,
Deixo-lhe embarcar
Porque és livre
E podes navegar
Certa desse porto seguro:
Amor incondicional
30/01/2009
07/01/2009
06/01/2009
25/09/2008
05/03/2008
As cidades vísiveis
Genial, como sempre, ela me vem com a seguinte pérola, que não pude deixar de registrar aqui:
"...Se Londres fosse gente, estaria sempre fazendo cú doce, ao contrario de Salvador, que fica logo sua "broder" sem nem te conhecer direito".
27/02/2008
Passarinho
Por Saríssima Mobein
As portas estariam abertas e, lá dentro, no cantinho, acuado, um passarinho.
Seria a melhor representação do que sou. Prisioneira de mim.
31/01/2008
GRRRRRRRR!!!
Em tempo: madrugada é qualquer coisa antes de 7:30a.m.
Ou seja, a pior face do meu ser pode ser vista todos os dias às 5:30 da matina. Ainda bem que ninguém me encontra nesse horário e só começo a socializar depois das 7:30a.m.
27/12/2007
Definitivamente
Não acredito em Papai Noel
Não acho as renas bonitinhas
Não suporto shoppings lotados
Acho os amigos-secretos sem graça
Odeio Simone
E PONTO FINAL
13/12/2007
11/12/2007
05/12/2007
30/11/2007
Omnibus Dubitandum
É o chato, o fresco, o tarado, a “igual à mãe” (só podia, né? Filho de peixe, peixinho é), o bichinha, a PUTA (em alto e bom tom), enfim, não faltam etiquetas para designar as pessoas, que, muitas vezes, por uma única atitude, acabam virando aquilo pra sempre.
À medida que vamos amadurecendo, conhecemos mais gente, mais lugares, mais coisas e mais percebemos que menos sabemos. Aprendemos a apreciar e respeitar as diferenças.
Tenho pena daqueles que se orgulham de dizer, com todas as letras, que tem C-E-R-T-E-Z-A de algo.
É uma tristeza estar atrelado a convicções. O crescimento está justamente na dúvida.
Uma das coisas úteis que aprendi na faculdade de direito, nas aulas do Prof. Luis Viana, foi a importância da dúvida: Omnibus Dubitandum.
De tudo duvidar, sobretudo das nossas próprias (in)verdades.
27/11/2007
Coisas que eu gostaria de ter escrito
Afinal onde foram parar os encontros?
Olho em minha volta e naufrago em meio a desencontros.
São barcos à deriva com velas e sem ventos.
Ventos que sopram sem velas para acolhê-los.
Braços que querem nadar e não chegam a rios ou mares.
Abraços que não encontram destino.
Navios cheios de passageiros cegos, surdos e mudos. Autistas!
Viajantes desejando partir não encontram suas embarcações.
Canoas sem remos e remos sem remadores.
Malas e sacolas sem donos jogadas no cais...
Afinal, onde foram parar os encontros?
By Lena Lebram - FLUPS! em novo endereço - http://www.liciafabio.com.br/flups.asp
Pousando em Salvador
2ª impressão: Favela, favela, favela, favela...
14/11/2007
Things I love

A minha casa dos sonhos abrigará um jardim de inverno, lareira e bules de chá.
Na minha casa dos sonhos haverá um casal de Golden Retrivers e crianças em escadinha.
As cores serão vibrantes, pra espantar a letargia.
Da cozinha exalará cheirinho de comida saudável e saborosa, temperada com ervas caseiras e elaborada com muito carinho.
Nos quartos, reinará o amor e na sala brindaremos com vinho e simplicidade a presença dos amigos mais queridos.
A música preencherá todos os ambientes, mudando de acordo com o humor da gente.
Haverá biblioteca, onde guardaremos alguma sabedoria e os nossos recuerdos. Na parede, o mapa mundi sempre evidenciará a nossa pequenez e a grandeza do quanto falta por conhecer.
A casa não necessariamente será matéria, mas os sonhos serão constantes e a realidade, em qualquer espaço, harmônica e feliz.
E por falar em passarinho...
Meu tio Mendes, quando criança, costumava freqüentar a casa de sua tia Edith, na Vitória.
Cercada de árvores e flores, a casa atraía toda qualidade de pássaros, que vinham se alimentar e, saciados, batiam as asas, seguindo o seu destino.
Tio Mendes ficava impressionado com aquilo, tendo perguntado, em uma ocasião, porque os passarinhos iam embora.
Como educadora que era, a tia esmerou-se em lhe explicar o ciclo de vida das aves. Revelou que, enquanto estavam no ninho, a mamãe ensinava o seu filhote a se alimentar e a voar e que, quando estava apto a executar essas tarefas sozinho, o pássaro se independizava, alçando o seu vôo solo.
Diante de tal explanação, tio Mendes, reflexivo, comentou:
“Titia, que eu fosse um passarinho, nem que soubesse voar, saía de perto de mamãe”.
12/11/2007
Onde há faísca, há fogo
O coração, a alma
Pra fazer bombar nas veias
O sangue quente da poesia, da canção
Uma saudade,
Dos acordes, das imagens
Uma queixa,
Uma deixa,
Levada pelo vento...
Bolha
Agora chegam com força total a Salvador os Residential Resorts.
Morar em um deles virou sonho de consumo.
Todos querem uma piscina de milhares de m2, uma mega pista de jogging e quadras esportivas para todos os gostos.
Realmente, impressiona!
Não é preciso sair de lá para nada: tem videoteca, ludoteca e tudo que é teca.
Tem até arrumadora de armários, para as senhoras que não sairão do condomínio, mas não terão tempo de pôr em ordem o seu farto guarda-roupa (estarão no beauty center, no spa, no home theater, no fitness club, na sala gourmet... Ufa! Que canseira!)
Um mundo à parte. Uma verdadeira bolha, alheia à arquitetura da cidade, às diferenças sociais, aos altos e baixos da vida.
Tamanha magia tornará as famílias perfeitas: com tantos mimos, as mulheres serão irretocáveis e os homens serão todos parecidos com o Marcello Antony.
E as crianças criadas na bolha?
Não conhecerão o medo, nem a rosa.
Não empinarão pipas e talvez nunca pisem na areia da praia.
Ficarão chocadas ao ver meninos descalços jogando bola nos campos de barro.
Assistirão a vida passar pela televisão.
Bem-vindos ao Show de Truman!
05/11/2007
Sobre mães e choros
- "Uma menina tão cheirozinha assim não pode chorar!"
Sorri.
30/10/2007
29/10/2007
19/10/2007
Razões que me fazem querer ter filhinhos logo
Tirar licença maternidade.
Amamentar.
Andar com o bebê pendurado, que nem aquelas africanas coloridas.
Desfilar de carrinho mostrando por aí o meu filhote.
Ter pique para correr e brincar.
Assistir desenhos animados.
Ser uma mothern de Clara ou Davi (se Pedro deixar).
18/10/2007
Coisas que quero fazer antes de ter filhinhos
Saltar de pára-quedas em Itaparica.
Sobrevoar a pedra da Gávea de asa-delta.
Acordar ao meio dia muitos finais de semana.
Bater a porta de casa e não ter dia nem hora pra voltar.
Acho que vou ficar pra vovó!
10/10/2007
Presente
29/09/2007
Frase da vida
(Frase de Marcos Caruso, citada por minha amiga Milara e incorporada instantaneamente à minha vida).
26/09/2007
Novos ventos
25/09/2007
Irritando Renata Lebram ou Das coisas que eu odeio
19/09/2007
Bad hair day
14/09/2007
Mei lá, mei cá
Trabalhava lá na casa de praia.
Cada final de semana que chegávamos, quando perguntado se estava tudo bem, respondia: Mei lá, mei cá!
Deus sabe o que ele queria dizer com aquilo.
Não sei se expressava que a vida andava mais ou menos ou se a resposta refletia o banzo que sentia, por ter deixado a família em Lagarto.
É como se o seu corpo estivesse aqui, e o coração lá. Mei lá, mei cá.
Eu me identifico muito com Gilton.
Em diversas ocasiões vejo a minha alma divagando por outros lugares onde andei.
Há dias em que gostaria de voltar a viver em Barcelona ou em qualquer vilazinha da França ou Alemanha. Há outros em que me sinto aquecida pelo aconchego da família e pela água morninha da Bahia.
Há épocas em que estou convicta de que quero ser uma executiva de sucesso. Há outras em que só penso em ter filhinhos, cozinhar e fazer ponto de cruz.
Ah, e a profissão! Queria ser uma coisa diferente a cada dia: publicitária, jornalista, dançarina do Grupo Corpo ou qualquer coisa que passe bem longe de “excelentíssimo” e “data vênia”.
Um sábio aquele Gilton.
A melhor definição para esse estado de espírito é mesmo mei lá, mei cá.
PDA ou Paris inspire l´amour
Na internet, é possível encontrar dicionários com mais de 400 mil deles.
Em qualquer página web, independente do idioma, aparece o campo FAQ (Frequently Asked Questions), onde tiramos dúvidas sobre diversas questões relacionadas ao tema abordado no site.
No mundo dos negócios, então, há uma infinidade de abreviações. Temos o FYI (For Your Information), muito utilizado quando queremos repassar uma informação, normalmente por e-mail. É comum, também, falar-se em R&D, referindo-se à área de Research and Development de uma empresa.
Este post é especialmente dedicado ao PDA (Public Display of Afection), inventado pelos gringos para relatarem o que eles repudiam: carinhos e beijinhos em público.
Não sabem o que estão perdendo!
Eu fico com John Legend e sua ode ao PDA, convidando-nos para ir ao parque e beijar-nos sob as estrelas!
El Guadalquivir
13/09/2007
Solidão amiga do peito
Sempre fui só
Minha terapeuta percebeu, questionou
E eu respondi:
Sou assim e sou feliz!
Coisas para fazer antes de morrer

Em tempos de Alegria no Brasil, resolvi republicar esse post sobre o Cirque du Soleil:
Adentrar o toldo do Cirque du Soleil é transportar-se para um mundo de sonhos e fantasia. Tudo é tão cuidado e perfeito que parece quase irreal e as peripécias encenadas pelo elenco alcançam um nível tal que parecem desafiar as leis da natureza. Chega-se a questionar se aquilo não é algum tipo de mágica ou ilusão de ótica e se as figuras ali presentes são realmente seres humanos.
O espetáculo Dralion é uma fusão entre o tradicional circo chinês e a proposta avant-garde do Cirque du Soleil. O nome tem origem nos dois principais símbolos do ¨show¨: o dragão, representando o leste e o leão, o oeste. A inspiração vem da filosofia oriental de harmonia entre homem e natureza.
Se você já foi a qualquer outro circo: esqueça. O Cirque du Soleil não tem nada a ver com o que você já viu. Quebra padrões. Todos os conceitos são transformados e inovados.
Se os malabares se fazem normalmente com as mãos, aqui são executados em forma de coreografia, com todas as partes do corpo, por um bailarino que parece ter vindo do além, tamanha a sua agilidade e tão fartos e definidos os seus músculos. Se os personagens costumam sair da coxia, no Cirque eles brotam do chão ou caem do céu, espalhando emoções de parar a respiração. Um jogo tão familiar quanto pular corda é executado por pirâmides formadas por até dez pessoas. Dançarinas chinesas apresentam um ballet com as pontas dos pés sobre lâmpadas. Em Dralion, o Pas de Deux é aéreo e o casal, enrolado entre tiras de pano, demonstra a sua força e flexibilidade através de doces acrobacias. Isso sem falar no figurino imelhorável, nas cores, que combinam perfeitamente com cada ato e resplandecem nos olhos do espectador e na música ao vivo, sempre impactante.
Do início ao fim da apresentação, nada impressiona pouco e, em diversas ocasiões, quando o olho vacila e consegue, ainda que por alguns segundos, focar algo que não seja o palco, se pode constatar que o publico suspira e algumas pessoas seguram o queixo prestes a despencar de fascinação.
O espetáculo termina e não dá para ficar nostálgico nem querer mais. A apresentação é justo a conta para deixar qualquer um flutuando de emoção e contaminado pela alegria e beleza do circo. Fica a sensação de que ver o Cirque du Soleil tem que ser incorporado à lista do que não se deve deixar de fazer antes de morrer!
02/02/2007
Vontade de voar pra Barna
Porque aqui jogam bagaço de cana no chão
Metem o carro na contramão
Porque aqui os ricos são pobres de espírito
E os pobres não têm oportunidade de mudar o que está escrito
Porque aqui não tem cafés bacanas
Nem sorvete das italianas
Não há passeios de patins
Nem ruas com cheiro de jasmins
(como a Sant Lluís)
Porque aqui a Graça não tem tanta graça
Como a nossa Gràcia
Não tem Museu Picasso
Nem Miró, nem Dali
Nem as obras de Gaudí
Não se toma orxata, nem pà amb tomaca
Gazpacho, tortilla ou xocolata
Porque aqui só se pensa em carnaval
Cachaça e bacanal
Imperam os corruptos,
A violência, a falta de escrúpulos
Apesar do catalão
Da distância, da solidão
Sinto falta daquela cidade
Onde se é feliz e não se sabe
26/01/2007
17/01/2007
Verão
Cecê
Chulé
Areia
Micose
Bicho de pé
Praia cheia
Engarrafamento
Música axé
Cerveja
Ressaca
Mulé
Ah, esse sofá tá bom demais!
E eu digo, cá entre nós:
Deixa o verão pra mais tarde!
06/12/2006
03/11/2006
"Uareva"
Uma delas é a muito usada no idioma inglês: Whatever.
Segundo o Michaelis, em português significa:
1 qualquer que; 2 tudo o que, tudo quanto; 3 por mais que.
Entretanto, na realidade serve para arrematar estórias sem nexo ou não concluídas, substituir um “tanto faz” quando não se tem certeza se optar por ensopado ou moqueca ou simplesmente para demonstrar aquele desdém diante de alguma narrativa desinteressante.
Apesar de avessa ao estrangeirismo, como boa libriana, abuso desse neologismo, que já foi incorporado ao meu dicionário, adaptado porém ao bom tom do nosso idioma.
UAREVA...
30/10/2006
Vamos fugir?
De repente você resolve: fugir.
Não sabe para onde nem como
nem por quê (no fundo você sabe a razão de fugir; nasce com a gente).
É preciso FUGIR.
Sem dinheiro sem roupa sem destino.
Esta noite mesmo. Quando os outros
estiverem dormindo.
Ir a pé, de pés nus.
Calçar botina era acordar os gritos
que dormem na textura do soalho.
Levar pão e rosca; para o dia.
Comida sobra em árvores
infinitas, do outro lado do projeto:
um verdor
eterno, frutescente (deve ser).
Tem à beira da estrada, numa venda.
O dono viu passar muitos meninos
que tinham necessidade de fugir e
compreende.
Toda estrada, uma venda
para a fuga.
Fugir rumo da fuga
que não se sabe onde acaba
mas começa em você, ponta dos dedos.
Cabe pouco em duas algibeiras
e você não tem mais do que duas.
Canivete, lenço, figurinhas
de que não vai se separar
(custou tanto a juntar).
As mãos devem ser livres
para pessoas, trabalhos, onças
que virão.
Fugir agora ou nunca. Vão chorar,
vão esquecer você? ou vão lembrar-se?
(Lembrar é que é preciso,
compensa toda fuga.)
Ou vão amaldiçoá-lo, pais da Biblia?
Você não vai saber. Você não volta
nunca.
(Essa palavra nunca, deliciosa.)
Se irão sofrer, tanto melhor.
Você não volta nunca nunca nunca.
E será esta noite, meia-noite.
Em ponto.
Você dormindo à meia noite.
(Carlos Drummond de Andrade)
26/10/2006
11/10/2006
12/09/2006
Aquecimento para BA
Penso que é importante a busca permanente de tudo que está do outro
lado do visível e do que chamamos de realidade".
Cortázar
21/08/2006
Sou eu assim sem você
Mas suas antenas já não as captam
Espalho cores
Mas seus olhos só enxergam em P&B
Eu grito
Palavras ao vento
E você segue assim, sem prestar atenção
Nas minhas pistas, na minha poesia
Inócuas, sem resposta
Aí eu fico muda, cinza
E só
14/08/2006
Sonho
Com balançar os meus cabelos ruivos
Com tocar um instrumento na estação de metrô
E carregá-lo por toda a cidade
Com costurar almofadas e pintar quadros
Com interpretar uma personagem a cada dia
Com entrar em cafés e antiquários
Descoloro os cabelos
O peeling renova a minha pele
Mas por trás dessa máscara:
The same old girl
Lá com seus contratos!
Haces falta
Me siento en un vacuo
Vacío, helado
Me resuenan tus palabras en la mente
Me arde el pecho
Me revuelve el estomago
Cierro los ojos y finjo que te tengo frente a mí
Veo tu rostro
Tus ojitos apretados
Siento tu piel aterciopelada
Aiiiiiii! Quisiera verte
Quisiera sentirte
Solo una vez más...
Solo una vez más...
11/08/2006
07/07/2006
Ausencia
que aún ahora es tu espejo:
cada mañana habré de reconstruirla.
Desde que te alejaste,
cuántos lugares se han tornado vanos
y sin sentido, iguales
a luces en el día.
Tardes que fueron nicho de tu imagen,
músicas en que siempre me aguardabas,
palabras de aquel tiempo,
yo tendré que quebrarlas con mis manos.
¿En qué hondonada esconderé mi alma
para que no vea tu ausencia
que como un sol terrible, sin ocaso,
brilla definitiva y despiadada?
Tu ausencia me rodea
como la cuerda a la garganta,
el mar al que se hunde.
11/06/2006
Pra amenizar a saudade
não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós."
(Antoine de Saint-Exupery)
13/05/2006
20/03/2006
08/03/2006
Somebody else
Not me
Walk alway from myself
Rebuild me
Long hair
Big butt
Red nails
Cruel heart
I want new thoughts
New feelings
I want the wine
To taste different
I want to have faith
Believe in fate
And reinvent me again
Everytime I get sick of me
23/01/2006
23/11/2005
Uma Aprendizagem ou O livro dos Prazeres
21/11/2005
30/09/2005
Freios
sair cantarolando alto pelas ruas,
skipando como quando criança,
dizer praquela senhora
o quanto o seu sorriso me ilumina cada manhã,
alisar os longos cabelos do menino na esquina,
pedir emprestada a bicicleta pra dar uma voltinha,
apertar as bochechas rosadas do bebê,
provar a cereja exposta na feira,
gritar repetidamente no tunel do metrô,
naquele bem grandão la do Paseo de Gracia,
e ouvir o eco da minha voz.
Mas ela ecoa dentro de mim,
repetindo que ha’ limites.
Que tristes os padrões!
Quero quitar os freios.
01/09/2005
Oscilo
Entre o sim e o não
Vacilo
Entre corpo e alma
Duvido
Entre ir e vir
Hesito
Movo-me alternadamente
Em sentidos opostos
Rumo ao centro de mim mesma
31/08/2005
Ainda sobre conexão...
Almas conexas
Oceano atlantico.
O tempo distancia:
Aqui são 7, la 2
Unem-se os dedos nos teclados
Olhos nos monitores
Se encaram
Buscas perdidas nos icones,
nos sites,
nos bares da esquina, onde nao estas
Encontros não marcados
Corpos desencontrados
Almas conexas
23/08/2005
Misfit
Eu não sou de lá
Eu não sou de nenhum lugar
Sou eu sozinha na multidão
Sou eu, acompanhada da solidão
Sou eu e meu Jukebox
Caminhando ao som de Piazzola
Vagueando segundo a melodia do seu acordeon
Passos ao rítmo de Pass
Equilibrando-me no fio da voz de Cesária Évora
Sou eu amassando a massa do bolo com as mãos,
Sem raiva ou indignação
Sou eu e a minha xicara de chá
Que nao deixa borra, apontando o destino
Nem reflete o meu rosto cansado
Assisto, do alto, as pessoas passarem apressadas
Os punks, hippies e velhinhos
As putas, patricinhas e mauricinhos
Evidencia-se a sensação de não pertencer
20/08/2005
Projetos imediatos
. Viver e satisfazer-me com o presente, sem condicionamentos futuros.
17/08/2005
Sabedoria materna
- Mãe: É natural: o mundo cresceu demais e não cabe mais numa estrutura pequena, como é a familiar, portanto se a relação não tiver um espectro muito amplo, sucumbe diante da grandeza do mundo e anseios das pessoas.
11/08/2005
Falsa cidadã do mundo
mas, pisando nas pedras da Côte Dazur,
sente falta de caminhar na areia fofa de arempebe .
Frequenta cafes parisinos,
Mas adora sentar em qualquer boteco em Itapuã.
Bebe horchata,
mas prefere agua de coco.
Mergulha em aguas mediterrâneas,
sonhando com o banho morninho do Porto da Barra.
Se comunica em distintos idiomas,
mas se expressa melhor em bom baianês.
Trabalha em multinacional,
pensando com nostalgia naquele escritoriozinho tão familiar.
Tem amigos espalhados pelo mundo,
mas sente muita falta daqueles que cresceram com ela.
Proclama independência,
mas quer colinho de papai.
Sorri diante da oportunidade de conhecer o mundo,
mas chora de saudade.
Ora, nao passa de uma provincianazinha metida a besta.
Questionamento
e não cogitamos transformar a realidade em sonho?!
26/07/2005
Stupeur et tremblements
Amelie Nothomb
13/07/2005
Mais uma de saudade
a saudade
é um trem de metrô
subterrâneo obscuro
escuro claro
é um trem de metrô
a saudade
é prego parafuso
quanto mais aperta
tanto mais difícil arrancar
a saudade
é um filme sem cor
que meu coração quer ver colorido
a saudade
é uma colcha velha
que cobriu um dia
numa noite fria
nosso amor em brasa
a saudade
é brigitte bardot
acenando com a mão
num filme muito antigo
12/07/2005
Certa feita
Guarde a minha imagem naquele dia
Aquele olhar, aquele sentimento e o gosto das lagrimas
Me retenha com aquela intensidade
Porque todos os dias o mundo me transforma
E eu temo ja não ser
O que aquele dia fui
Com toda verdade








